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12 de agosto de 2017

O não garantido

Ouvi, um dia destes, entre conversas que se cruzaram entre os meus sentidos que há um dia em que páras de dizer que não a ti mesma.
Na altura, nem achei que fizesse algum tipo de sentido. Hoje parei e reflecti. Realmente há sempre o dia em que deixas de teimar contigo, há sempre o dia em que tu percebes que não vale a pena complicar o que é simples de entender (mesmo que não o seja à primeira vista).
E então eu entendi que as pessoas, algumas delas vá, movem-se através das boas energias das outras. São sugadoras da sociedade. Seres que se intitulam de "ser de luz" mas que em alguma hora do dia vão olhar para ti e menosprezar. 
Há um dia em que tu deixas de te preocupar com o teu centro gravitacional porque haverá sempre quem te queira tombar do primeiro degrau. Isto porque quanto mais sobes mais difícil se torna estabilizares. A ti. E aos outros. É que é mais fácil para quem está no primeiro derrubar quem está um pouco mais acima. E então, enraivecidos pela falta de fé neles próprios, teimam em arrancar aquilo que tu constróis e que só tu sabes o que te custa a alcançar.
Hoje só posso dizer que cumpro mais um objetivo. E tu? Deitas-te de consciência tranquila por aterrorizares a vida alheia? É que também para ti há-de haver um dia em que dirás não. "Não, não sou feliz". Porque acharmos que ridicularizar o próximo é boa onda... Só é uma onda boa para apanharmos e treinarmos a estabilidade que será a nossa base bem lá no cimo da escadaria. 
Às vezes não é o que recebes, mas o que não dás. |

E às vezes talvez tenhas de lutar um pouco mais para derrubar o que ergueu das cinzas várias vezes. porque cresce, a cada vez que cai, mais forte. 



10 de abril de 2017

wishes


Sobre o céu azul que se espalha nas mentes mais estreladas e dicotómicas. De tudo o que foi dito sem receio do escuro que inevitavelmente cai. De todos os rodopios de sentidos esquecidos ou relembrados, porque o dia deixa de ser dia, de como as estrelas iluminam o caminho quando as saliências ficam para nos lembrarmos do que vamos sendo sem esquecer o que já fomos. Das previsões feitas na mesa redonda ao pé da árvore de fruto já envelhecida. Dos campos triunfantes que reluziam todo o verde e o preto e o branco. Sobre o frio que percorre o corpo quando, na volta, dá-se o arrepio do cruzar de olhares distantes esmagados pelo tempo em que ficas mas não estás: ele passa.
Das noites graves e dos dias agudos, sem pauta a servir de guia para uma estrada sem vias. 
Isto é, só sabe quem fica quando sabe que pode estar. Só é rei quem um dia foi príncipe encantado na terra de senhores. cai o olhar segurando o chão para que ao haja dúvidas quando se vê quem sabe olhar para além do necessário. Que nunca faltem longos dias, cheios de nada ou vazios de tudo, para que sejamos almas vivas em mares desconhecidos, viajadas pelo universo de sonhos e relembrando todos os momentos que ao apareceram como linhas cruzadas de um caminho que não acaba porque a barreira cai mas que continua se saltarmos o que nos impede essencialmente de ser, mais do que estar, ou ficar, porque vale a pena sentir o vento frio passar na cara enquanto sonhamos que o Sol descongela o nosso lago congelado pelas vagas frias da Vida. 

20 de outubro de 2016

Estrelinha Mayor

Desde que me lembro que sou diferente do comum dos mortais. Em vez de dois avós, tenho três! E considero-me sortuda por isso! Dois (os pais dos pais) de sangue e um deles (um casal como nunca vi) de coração! Desde que os meus pais se separaram, e na minha santa terra, fui recebida por eles como a primeira neta. Eu e a minha irmã, desde cedo nos habituamos a ir até ao estaminé dos nossos avós, trincar um Kinder Bueno ou pedir ao Sr. Adelino (o nosso avô de coração) para nos trazer um pãozinho de chouriço quentinho do forno da Padaria enquanto a nossa Avó de Coração nos preparava um leitinho com chocolate. 
E, desde os nossos tempos tenros de infância e adolescência, foi sempre assim. Passamos a ter avô e avó onde os nossos de sangue não estavam por razões que a lei da física ainda não permite que sejam ultrapassadas - a distância que separa o nosso pedaçinho de paraíso de Portugal Continental. 
E era assim. De quinze em quinze já sabíamos que a sexta-feira era hora de chegar e ir fazer xixi e cama, e sábado era alvorada às seis ou sete da manhã conforme a nossa preguiça aguda mas que o destino era a Padaria.
Foi nos Natais que mais soube de histórias da nossa família de coração. Desde trafulhices a coisas próprias de quem era de outras alturas. Nas passagens de ano, os nossos olhos brilhavam sempre que éramos recebidas com o sorriso insubstítuivel deste grande Senhor. Foi aliás ele mesmo que nos ensinou, a mim e à minha irmã, como lançar uma roqueira. A nossa primeira roqueira (e última porque o barulho é mais forte que o meu coraçãozinho) foi lançada com a mão dele por cima da nossa para largarmos mal ele dissesse e a outra no isqueiro para acender o rastilho.
Foi também com ele que discuti algumas vezes o que se passava a nível da política regional, foi com ele que aprendi também como manter a calma e parecer ignorante e estar a dar gozo a algum energúmeno - palavra esta que também aprendi nas conversas sábias de quem tinha o maior sentido de humor que conheci até hoje. 
É talvez a maior marca que deixa em mim - o sentido do humor e a personalidade mais carismática que acompanhei e que, sem saber ou não, me foi dando a aprender. 
Foi também ele que ralhava ao meu pai para nos deixar ir até ao redondo abaixo da casa andar de bicicleta - "Deixa as miúdas irem, se caírem, elas logo se levantam" dizia ele cada vez que nos fazíamos tempo de espera para planear o que dizer ao pai para sair. 


Obrigada não chega para tudo o que directa e indirectamente me ensinou. Não estive mas foi sempre o meu pensamento...

Até sempre

30 de setembro de 2016

im more than u think

Quando os pássaros começam a sair do ninho cedo demais, quando a noite chega mais depressa do que esperado, quando a lua brilha menos do que o normal...
Quando tu te cansas de ser a mesma pessoa por não saberes quem és. 
Quando isso acontece e tu percebes que alguma coisa não está a trabalhar bem, o motor não arranca porque a ignição está trancada. Porque há alguma coisa presa no teu peito que não te deixa respirar o suficiente para sentires que estás viva...
Talvez um dia entendas (e eu também) por que é que tudo o que toco desaparece. 

23 de julho de 2016

Bye bye bye

Há algum tempo que não escrevo. Talvez porque até então a minha vida tivesse sido um rodopiar em espiral sem escape para pausa no tempo. Dir-me-iam que sem rigor e sacrifício não há sucesso. Eu acreditava na sorte de poder escolher uma forma mais fácil de fugir ao difícil. Sorte a minha ter achado que algum dia construiria um castelo sem ajuda. Foi difícil, e é por isso que, ainda hoje aqui, deitada, nos meus aposentos temporários, sinto que está a acabar uma das fases mais difíceis, trabalhadoras, inspiradoras também, e bonitas da minha vida. Aqui aprendi que para querer mais é preciso transpirar muito, é preciso batalhar muito contra a maré, e quando eu achava que já estava tudo acabado, não haveria volta a dar, a sorte virou-se para mim e disse "fecha os olhos e vê". E eu vi-me. Vi-me de forma tão firme como me vejo quando tenho de me levantar todos os dias a hora que não quero. Há hora a que alguns ainda se estão a deitar depois de uma noite fenomenal. À hora a que alguns estão a sair para ingrenar numa nova aventura, quiçá viajar. E eu, como teimosa que sou, também me levanto como me levantei durante estes quase 9 meses, há procura de uma nova viagem, um novo trilho no mesmo caminho com apenas um destino: a vitória de poder concretizar um sonho. De me realizar enquanto ser humano e mulher que sou. Daqui a alguns dias serei feliz na minha terra, tenho a certeza. 
Vou ser sincera, não acredito ainda na construção que se planeia há tanto tempo e só agora se veem alicerces a subir devagar. Mas de uma coisa eu tenho a certeza: o que vivi, o que aprendi, o que suei, o que chorei. Isso fica, para sempre, gravado na memória, e mesmo que algum dia ela se lembre de esquecer, o coração grava a memória de 9 meses únicos, como nunca alguma vez pensei.
Agora eu entendo quando me diziam que os sonhos eram uma construção interna. Mais do que tudo vai da vontade de querer ser mais e melhor. Agradeço hoje a quem me impulsionou a entrar nesta vida ingrata mas que tão bem me faz sentir. O que posso dizer é que, no meio de tanta coisa má, eu aqui sou feliz. Os medos passaram a ser apenas medos, porque enfrentá-los era a única forma que eu tinha para dar um passo em frente. E eu nunca desisti de tentar quebrá-los. 
Quando o cansaço do corpo não nos deixa pensar com a mente vazia de pensamentos inconstantes, quando o mundo parece virar contra nós, porque abrimos uma porta e a corrente de ar vem e teima em fechá-la contra as nossas forças, é aí que tu sabes que já saltaste a tua zona de conforto e tens febre de mais. Mais sonhos, mais vida, mais sorrisos. Sabes que é o que queres quando passas a ver tudo do outro lado. Quando já não falas de novelas ou filmes, quando até o ritual da música nos tempos mortos era o teu hobbie favorito. Quando as tuas conversas são mais sobre aquilo que fazes do que com outro tipo de assunto. Sabes que és aquilo que queres ser quando sentes que estás a sentir o que querias sentir há muito tempo. Quando o teu cérebro desliga por poucas horas porque são nessas horas que tu dás descanso ao corpo à espera de um novo dia para voltares a fazer tudo de novo, over and over again. É tudo mais quando só nós atravessamos nos menos. 
O pensamento é só um: a amizade é tudo, até no trabalho. 
O amor, esse, anda comigo de mãos dadas todos os dias.

"O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma." 
Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego 


Até já,
- [ ] P.

6 de abril de 2016

A ti

uffa. foi mais um dia tão igual aos outros e, com algum tempo, aqui me sento sem nunca me esquecer de ti. és, sem sombra de dúvidas o que me faz andar descalça sem ter dor. és tu quem me ajuda a levantar da cama para enfrentar mais um dia como o de hoje. quando me sinto exausta e no limite, lembro-me de ti porque és tu quem, às vezes, me lembra das minhas metas e objectivos. é a ti que devo parte do que hoje sou. foi por ti que mudei tanto do que sou e tento ser melhor todos os dias. foi contigo que a minha vida mudou drasticamente. foi também contigo que os momentos começaram a parecer infinitos e os momentos a duplicar. a dimensão onde me encontro quando estou contigo não consigo encontrar em mais nenhum lado. é impossível de lá chegar, se não estiver ao teu lado. és tu o meu porto de abrigo nas noites silenciosas e tristes que vai na volta nós temos. és o poder do café. fazes-me rir só com o olhar e acredita, vejo em ti tudo o que percepciono. incluo-te em tudo o que penso mesmo que possa parecer que não te inclua no meu dia-a-dia.
espero que um dia entendas porque o faço, e porque no meio disto tu, ao final do dia, vou sempre ao teu encontro. não esqueço a minha missão, mas também não esqueço o meu objectivo de vida.
vou estar sempre, mas sempre #ateulado.

ps. um dia serás a mulher dos meus filhos e ver-te chegar a casa depois de um dia de trabalho será a melhor coisa de sempre.

- amo-te-

21 de fevereiro de 2016

"um dia, a vida prova-te que o mais difícil não é começar ou acabar, o mais difícil é continuar. mostra-te que o mais difícil não é falhar, errar, chorar, querer e não crer, cair e, sozinha, no chão, não te conseguires levantar. o mais difícil é parar. dar-te tempo para respirar. abrir os olhos e reparar. em ti. acreditar mais, e abrir espaço para ser quem és, como és.
o mais difícil é gravar na pele e no coração que tens sempre duas opções: ou ganhas coragem, e vida, e vontade, e destróis os teus medos, um por um, ou perdes-te de ti e do mundo, e deixas que os teus medos te destruam.
porque a verdade é que o mais difícil é mesmo muito difícil. mas tal como chega, dói e cansa, um dia melhora, alivia, sara. e quando páras, olhas e respiras fundo, já passou.

14 de dezembro de 2015

Se eu puder

Gostava de agradecer pelo meu sentimento.
Não confio em ninguém aqui. Raramente me deixo levar pelo que me dizem, ainda que as intenções pareçam as melhores do mundo. 
Quebrei o silêncio. Tento o melhor que posso porque não sou igual a ti. Ninguém sabe, apenas tu. 
Quando não sei para onde ir, tento o caminho para casa. Nele vejo-te, calma, fria mas entoante, sonora. A acalmia da postura deixa-me acreditar que não ser igual a ti torna-te melhor do que eu. Como uma luz, que orienta a direcção de um encadeamento temporário. E reluzes para me lembrar de que o traçar de um caminho deve ser feito sempre para a frente e nunca para os lados e sabes que talvez noutra luz eu me perdia, não pela cor dela mas pela força com que me guia. A culpa é desespero quando a esperança me torna nervosa e eu rezo por mudança. E eu agradeço novamente pelo teu sentimento. Nada é igual mas tu, sim. E eu sei que ficas assustada e que o teu mundo desmorona a cada palavra não dita minha. Nada. Eu tenho o coração e às vezes ele falha. Tu vês as coisas e quebras o teu, por minha culpa. Egoísmo não traz benefício. É por isso que ninguém pode ver o que sou, porque de ti escondo mas conheces, é egoísmo e egoísmo será talvez o meu nome do meio. A vergonha é desonra, e eu, crente de que tudo o que não é bom faz parte de mim, tento acreditar que o teu amor vê mais do que o que transpareço.
Então essa é a minha chance, de te agradecer, de te amar, de não te decepcionar 

9 de novembro de 2015

see you soon

Estou aqui sentada no meu voo até casa. Não sei quando voltarei a fazê-lo e a sensação é boa.
 Em breve regresso para onde sinto que pertenço e deixo novamente o meu pedacinho de paraíso. 
Não encontro muita inspiraçao ao proferir estas palavras mas sinto-me bem. sinto que será um novo ponto de viragem na minha vida.
É preciso acreditar que desistir é ma palavra que não pode ou não deve existir no nosso dicionário se não para nos lembrar que ser forte tem de ser a nossa única vontade, sair da zona de conforto custa. ver a bolha aproximar-se e saber que mal nos toque num fio de cabelo ela rebenta... mas e então? devemo-nos permitir ousar, porque é isso que nos faz evoluir e saber que o amanha pode mesmo ser diferente de hoje.
há 1 ano eu estava a acabar a minha licenciatura e a preparar-me psicologicamente para o tanque de tubaroes que via aproximar-se.
acontece que, como em tudo na minha vida, o planeado nao aconteceu.
Fiquei triste? Claro que sim. Se estaria melhor agora? Talvez não.
Permiti a mim mesma fugir ao que a sociedade preconiza e desisti de procurar na área. Errado ou não, demorei 1 ano para encontrar uma casa ue me acolheu como nunca antes achei que podia acontecer. 
durante os 5 meses seguintes descobri uma familia que sempre me incentivou a não desistir dos meus sonhos..
hoje...hoje eu estou de volta a casa e amanhã regresso ao trabalho. A partir de amanhã entro em contagem decrescente para a realização do meu sonho.
A partir de amanhã comecarei aos poucos, mesmo sem querer, a despedir-me daquilo que foi a minha vida durante aproximadamente 365 dias. Amigos, família e mais família, porque o que são os amigos quando os tratamos como sangue do nosso sangue? Um ano pode mudar uma vida, e acreditem, a minha deu uma volta de 360º. No final, há sempre lições mas há também muita saudade. 
Aliás, para mim, a pior forma de ficar na ilha é saindo dela. 
Aqui sentada, enquanto olho ao meu redor e ouço a minha musiquinha, aperceb-me que todas as pequenas coisas dizem-nos coisas diferentes todas as vezes. E eu mal posso esperar para começar mais uma etapa da minha vida, junto dos que gostam de mim e me querem bem (mesmo aqueles que ficam do outro lado do oceano).
É tão bom sentir que o nosso esforço é recompensado, ainda mais quando os planos não são os que imaginávamos.
Se imaginava a minha vida assim? Nunca mais acreditei que podia concretizar o meu sonho... 
guess what? 
i made it.. 
Apenas arriscando. E nao poderia estar mais feliz. 
Há realmente coisas que não acontecem por acaso...

Obrigada! Já era tempo de boas notícias...

Até já Açores, 
Até já Mãe.. Eu volto, Prometo.

Até já, Amor. 

31 de outubro de 2015

não sei o que sinto, talvez por não sentir realmente, me deixe apaziguar pela apatia. não sei falar, nem sei escrever. os medos atrapalham-me cada vez mais. não consigo saber o que quero e o que preciso.
quero mas não quero. tenho e não tenho. (?) o vazio instala-se e ocupa todo o lugar

5 de outubro de 2015

aquela volta de 360º

Sentei-me, finalmente, em frente ao computador.
Parei durante dois segundos para respirar fundo e poder dizer "estou finalmente em casa".
Foi um dia duro de se roer. O tempo não parou nem por um segundo, não houve piedade em cortar todos os minutos que provavelmente serviriam para fumar um cigarro à pressa. Pelo contrário foram todos preenchidos pelo trabalho. - o que se lhe diga: não é mau de todo.- 
Enfim, estou então aqui estagnada e finalmente me apercebo do que a minha vida se tornará em breve. 
Há dias recebi um mail com aquilo que esperei desde que me conheço e que algumas vezes lutei e não consegui. 
Hoje, aqui sentada, recordo esse tempos difíceis onde era tão difícil lá chegar como é hoje ainda. Porque ainda hoje, aqui, não acredito no que me espera. Não acredito que o sim foi finalmente dito, numa tarde onde os planos já eram outros!
Incrível como a vida às vezes nos traz coisas que pensamos nunca mais ser possíveis e que, por sinal, são ainda melhores que as que concretizávamos (pelo menos, espero eu!)
Tenho o mundo à minha espera e vou aproximando-me do precipício a pouco e pouco, ganhando força o suficiente para voltar a abrir as asas e apanhar nova rota!
Não consigo expressar o que sinto porque ainda não há palavras que possam descrever todo o misto de sentimentos que por aqui dentro saltitam. Um deles eu sei. Sinto-me com medo. Para além de extremamente feliz por finalmente ter atingido um dos objectivos que desenhei... Estou literalmente a tremer que nem varas verdes. É um mundo novo que eu tanto ambicionei. São mil e uma coisas que desconheço e outras mil e umas que nem sei que existem. São mil provas de esforço e mais mil de comprovar que realmente é o que quero. De que realmente é o traço eterno para o que farei o resto da vida. É finalmente o rumo que queria há tanto dar à minha pequena e imatura vida. 
É finalmente tudo e eu ainda não sei lidar com tanto. Espero, no entanto, ser o suficiente para poder ser boa e mais tarde muito boa no que a vida me reserva. 
Por enquanto, mal posso esperar para pisar aquele chão! 
Como me saberá pela vida tocar no que realmente é verdade e real... E eu ainda presa ao sonho!!!

Que comece a aventura! Que venham melhores dias! Que venha a bonança de uma tempestade onde não havia previsão de melhoria! Obrigada por finalmente me ver recompensada e quiçá realizada!
Ainda é cedo para falar tanto de tanta coisa.... Mas uma coisa é certa: um começo é sempre um começo! 

Vamos lá! :)


26 de setembro de 2015

D-A-D.

[i will show you, one day, that im good enough and i can take care of me... alone. and i dont need you if you dont need me. fuck off, men.]

24 de setembro de 2015

flaw

hoje o sol brilhou. o trabalho começou logo pela manhã, ao primeiro raiar do dia. deu para aproveitar bem os primeiros instantes depois de quase ser necessária uma força maior para me arrancar da cama. deveria ser essa a minha força? não foi.
a tranquilidade do lufa-lufa já habitual foi passageira. a hora passou. encontrei-me por momentos numa realidade invisível ao mundo. apenas lúcida ou meia lúcida na minha cabeça.
aquela companhia habitual em dias alegres fora da janela acompanhou-me. descobri novas preciosidades que desconhecia e apaixonei-me. [the veils(!!!)] 
o dia escureceu mais cedo do que previa. ainda não tinha eu sentido o calor emanado pelo pacato fogão e já as nuvens se tentavam escapar, cansadas. devagarosamente, entre tons de cor-de-rosa, lá se deitaram.
a lua saiu nua. deslumbrante. a noite está bonita a olhos nus.
os meus, tapados pelo afogo do ir e do chegar, apenas deitam-se abaixo dela. contemplam-na a ela e às maravilhosas estrelas que cintilam pintadas em toda a tela negra.
aqui me deito à espera de um novo amanhã.
sem medos, sem esconderijos internos,

admiro a tua beleza todos os dias, sempre que ponho o pé na rua e olho para as flores que deixas crescer mesmo em frente à minha casa. concordo afincadamente com a expressão "sair da ilha é a pior maneira de ficar nela."
mas eu.....
eu estou pronta para te deixar.

o meu último pensamento: *tu consegues, tu consegues, tu consegues...*


2 de agosto de 2015

por aí

o meu corpo jaz pelas ruas por onde andei, perdida, inconstante. o resto eu perdi e não voltei a encontrar. mantenho o espírito de quem sabe o que quer e que rumo pretende. 
com o ar mais ou menos confiante enfrento o dia-a-dia a pensar que o amanhã poderá ser melhor. 
talvez não seja a minha sina o que dizem sobre os finais felizes. perdi pessoas que achava que nunca voltariam e aquelas que achei que algum dia não as iria perder, elas ficaram-se pelo caminho. as que voltavam, não eram mais as pessoas que imaginava e desenhava na cabeça. 
as que ficaram mudaram o rumo do meu pensamento, conscientemente contemplado.
talvez o momento não seja agora. para querer o que não se pode ter e ter o que afinal se teve sempre. perco-me por vezes em coisas tão simples e complico outras mais simples ainda. 
aprender a ouvir um não custa, mas para mim, dizê-lo é ainda pior. a imponência não joga a meu favor e quando se torna meu rival todos os dias, assumo sempre que o medo de fraquejar é a razão pela qual as pernas se me tremelicam e não o digo em voz alta.
mas eu quero, porra. 


19 de julho de 2015

pelas ruas da saudade, os ecos gritam pelo teu nome.. as memórias chamam-me vil, e o tempo, sem querer, recua em vez de avançar. os devaneios tornam-se comuns e o teu olhar despe-me meticulosamente. o rasgar do tecido fraco lembra-me do quão ligeira sou por permitir que esse cru sentir me deixe inteiramente desperta para ti. e continuo a sê-lo. continuas?

14 de julho de 2015

triste é o olhar vazio que contemplo,
a alma morta que se arrasta ao comprido,
triste é o toque que fica por ser dado,
o beijo por ser trocado.

triste é a vontade de abraçar precocemente,
triste é querer e não poder
quando se pôde e não se deu,

triste é o rasgar do dia nublado
arrastado por mais uma lírica desmedida
repetidamente mantida e escoltada

triste é o amor que se tem e não se dá
não porque não se quer mas porque não é correcto.

desmedida é a contemplação de uma vontade embriagada pelo que se sente mas não se diz

e eu,
eu não serei de mais ninguém

30 de junho de 2015

"girl, you're just a child, a heartbreak.... "
~angus&juliastone~

13 de junho de 2015


Hoje vou limitar-me a escrever sobre o que me vai na alma, sem limitações, sem rodeios, sem conspirações. 
Acontece que há algum tempo não me sinto minha nem me sinto de alguém. Os dias passam sem paixão, as horas não se atrasam sem momentos maravilhosos.
Tornou-se marasmo céptico tudo o que não era para ser.
Ouvi dizer que a felicidade era o momento mais bonito do presente e lá está, não me cruzo nos caminhos dela faz algum tempo. Talvez seja a vontade promíscua da vida gozar mais um pouco comigo, não fosse ela uma amante de comédias antagónicas e recheadas de constantes murmúrios que não lamentam mas que enchem as paredes da minha mente de murais com dúvidas.
Tudo na vida passa mas não são um ou dois dias, são vários na esperança de dias felizes

Dias esses que tardam a chegar...parecem-se com sombras que andam sempre um passo  à frente para me lembrar que é erro quando se tenta elevar a expectativa em prol da decepção 

Será tão errado assim?

pg - 8jun15

31 de maio de 2015

não és poeta mas és poesia, entranhada nas linhas débeis da inocência outrora vivida.

22 de maio de 2015

Drown

https://www.youtube.com/watch?v=_U-6H5VNTP4

Well I'm so tired of the rain
Falling softly on the ground
Just enough to get my feet wet
But not enough to let me drown

I've been laying in my bed
Wishing I had never woken
Begging God to rid my head
Of every word you've ever spoken

Broke my knuckles on the wall
Because I thought about the call
Where you said you'd always love me
Do you not tell the truth at all?


Well if I ever cross your mind
Make sure you write down the times
So I will know the moments
I was eating you alive


And now I lay here
Waiting with the hope that
I might find some sleep
I need some sleep tonight
'cause I've been waiting on your call
But I know it will never come
But I'm still waiting by the phone


And don't you dare (don't you dare)
Say you ever loved me
Or even tell me that you cared
'cause you knew what you were doing
And you know just what you've done
How dare you say you miss me
With your spit still on his tongue


I am broken I am beaten
I'm mistreated and I'm torn
I am cold with no direction
But I'm lost without your warmth

I'm trying hard to find some hope
That I might get the chance to breathe
Get off my mind, give back my heart
And get the fuck away from me

I know I couldn't give you much
But I know I gave my best.
You were always my princess
And now he's sliding up your dress

And I know I gave the world
Everything I've ever had
Johnny Cash said love would burn
I never thought it'd hurt this bad

Well I'm so tired of the rain
Falling softly on the ground
Just enough to get my feet wet
But not enough to let me drown

I've been laying in my bed
Wishing I had never woken
Begging God to rid my head
Of every word you've ever spoken

Broke my knuckles on the wall
Because I thought about the call
Where you said you'd always love me
Do you not tell the truth at all?

Well if I ever cross your mind
Make sure you write down the times
So I will know the moments
I was eating you alive

You are the itch that's on my back
You are the gum under my shoe

You are the horrors of my past
You are the chill that haunts the room

You are the creaking on my steps
You are cancer, you are plague
You are regret, you are disease
I wish that you would go away