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24 de setembro de 2015

flaw

hoje o sol brilhou. o trabalho começou logo pela manhã, ao primeiro raiar do dia. deu para aproveitar bem os primeiros instantes depois de quase ser necessária uma força maior para me arrancar da cama. deveria ser essa a minha força? não foi.
a tranquilidade do lufa-lufa já habitual foi passageira. a hora passou. encontrei-me por momentos numa realidade invisível ao mundo. apenas lúcida ou meia lúcida na minha cabeça.
aquela companhia habitual em dias alegres fora da janela acompanhou-me. descobri novas preciosidades que desconhecia e apaixonei-me. [the veils(!!!)] 
o dia escureceu mais cedo do que previa. ainda não tinha eu sentido o calor emanado pelo pacato fogão e já as nuvens se tentavam escapar, cansadas. devagarosamente, entre tons de cor-de-rosa, lá se deitaram.
a lua saiu nua. deslumbrante. a noite está bonita a olhos nus.
os meus, tapados pelo afogo do ir e do chegar, apenas deitam-se abaixo dela. contemplam-na a ela e às maravilhosas estrelas que cintilam pintadas em toda a tela negra.
aqui me deito à espera de um novo amanhã.
sem medos, sem esconderijos internos,

admiro a tua beleza todos os dias, sempre que ponho o pé na rua e olho para as flores que deixas crescer mesmo em frente à minha casa. concordo afincadamente com a expressão "sair da ilha é a pior maneira de ficar nela."
mas eu.....
eu estou pronta para te deixar.

o meu último pensamento: *tu consegues, tu consegues, tu consegues...*


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