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14 de dezembro de 2015

Se eu puder

Gostava de agradecer pelo meu sentimento.
Não confio em ninguém aqui. Raramente me deixo levar pelo que me dizem, ainda que as intenções pareçam as melhores do mundo. 
Quebrei o silêncio. Tento o melhor que posso porque não sou igual a ti. Ninguém sabe, apenas tu. 
Quando não sei para onde ir, tento o caminho para casa. Nele vejo-te, calma, fria mas entoante, sonora. A acalmia da postura deixa-me acreditar que não ser igual a ti torna-te melhor do que eu. Como uma luz, que orienta a direcção de um encadeamento temporário. E reluzes para me lembrar de que o traçar de um caminho deve ser feito sempre para a frente e nunca para os lados e sabes que talvez noutra luz eu me perdia, não pela cor dela mas pela força com que me guia. A culpa é desespero quando a esperança me torna nervosa e eu rezo por mudança. E eu agradeço novamente pelo teu sentimento. Nada é igual mas tu, sim. E eu sei que ficas assustada e que o teu mundo desmorona a cada palavra não dita minha. Nada. Eu tenho o coração e às vezes ele falha. Tu vês as coisas e quebras o teu, por minha culpa. Egoísmo não traz benefício. É por isso que ninguém pode ver o que sou, porque de ti escondo mas conheces, é egoísmo e egoísmo será talvez o meu nome do meio. A vergonha é desonra, e eu, crente de que tudo o que não é bom faz parte de mim, tento acreditar que o teu amor vê mais do que o que transpareço.
Então essa é a minha chance, de te agradecer, de te amar, de não te decepcionar 

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