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10 de abril de 2017

wishes


Sobre o céu azul que se espalha nas mentes mais estreladas e dicotómicas. De tudo o que foi dito sem receio do escuro que inevitavelmente cai. De todos os rodopios de sentidos esquecidos ou relembrados, porque o dia deixa de ser dia, de como as estrelas iluminam o caminho quando as saliências ficam para nos lembrarmos do que vamos sendo sem esquecer o que já fomos. Das previsões feitas na mesa redonda ao pé da árvore de fruto já envelhecida. Dos campos triunfantes que reluziam todo o verde e o preto e o branco. Sobre o frio que percorre o corpo quando, na volta, dá-se o arrepio do cruzar de olhares distantes esmagados pelo tempo em que ficas mas não estás: ele passa.
Das noites graves e dos dias agudos, sem pauta a servir de guia para uma estrada sem vias. 
Isto é, só sabe quem fica quando sabe que pode estar. Só é rei quem um dia foi príncipe encantado na terra de senhores. cai o olhar segurando o chão para que ao haja dúvidas quando se vê quem sabe olhar para além do necessário. Que nunca faltem longos dias, cheios de nada ou vazios de tudo, para que sejamos almas vivas em mares desconhecidos, viajadas pelo universo de sonhos e relembrando todos os momentos que ao apareceram como linhas cruzadas de um caminho que não acaba porque a barreira cai mas que continua se saltarmos o que nos impede essencialmente de ser, mais do que estar, ou ficar, porque vale a pena sentir o vento frio passar na cara enquanto sonhamos que o Sol descongela o nosso lago congelado pelas vagas frias da Vida. 

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